Cunha promove, a partir de 24 de agosto, o festival gastronômico do cordeiro

Publicado em: 30 de agosto de 2018

Evento está em sua 11ª edição e terá praça de alimentação, shows musicais, oficinas e aula show

O cordeiro está entre os ingredientes típicos da Estância Climática de Cunha, que rende pratos saborosos como escondidinho, kafta, ragu com polenta, carré com risoto, picanha e mais uma centena de receitas. Para levar os turistas e moradores da cidade a saborear essas delícias a cidade realiza a 11ª Festa Gastronômica do Cordeiro Serrano, de 24 de agosto a 9 de setembro, sempre nos fins de semana, de sexta a domingo.

O evento, organizado pela Associação de empreendedores de Turismo de Cunha (Cunhatur) com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, conta com uma série de atividades culturais e gastronômicas e praça de alimentação, montada ao lado da Igreja da Matriz.

Lá, estarão instaladas as barracas de oito tradicionais restaurantes da cidade, cujos chefs vão oferecer pratos que já elaboram em seus estabelecimentos, bem como receitas com o cordeiro criadas especialmente para a ocasião. Além disso, os vários restaurantes da cidade participam do festival, servindo para seus clientes diferentes iguarias à base de cordeiro.

Nos dias de evento haverá shows musicais de diferentes estilos, como MPB, pop rock, blues, reggae, sertanejo e samba; e oficinas culturais.

Um dos grandes destaques do festival será a aula show, em 8 de setembro (sábado), às 19 horas. Na ocasião, os chefs André Calvanese, Caio Penteado e Wilmar Andrade, respectivamente dos restaurantes Raizes Bistrô, Gnomo e Quebra Cangalha, vão preparar ao vivo um prato à base da carne de cordeiro para o público presente na praça de alimentação.

 

Sobre a cidade

Montanhas, vales, paisagem exuberante, sossego, gastronomia, artesanato. Isso e muito mais é o que o turista encontra na Estância Climática de Cunha, cidade que traz em suas ruas marcas da história do Brasil, com diversas construções antigas. Algumas delas tombadas pelo Patrimônio Histórico, incluindo a Igreja da Matriz, que foi construída em 1731 e está passando por restauração.

Essas evidências históricas remetem à época em que Cunha era rota dos tropeiros que percorriam a Estrada Real, levando o ouro de Minas Gerais até o porto de Paraty e de lá para o Rio de Janeiro e Portugal.

Outra herança tornou a cidade o maior polo da cerâmica de alta temperatura da América Latina. Isso porque, na década de 1970, ceramistas se instalaram na cidade, para desenvolver seus trabalhos utilizando fornos a lenha, que utilizam a técnica de queima chamada noborigama, e ao longo desses 40 anos formaram novas gerações de ceramistas e atraíram muitos artistas que empregam outras técnicas e estilos. Por conta dessa atuação, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou o Projeto de Lei 7772/17, que confere a Cunha o título de Capital Nacional da Cerâmica.

A estância oferece também diversas opções de turismo rural, que inclui fazendas de cultivo de cogumelo shitake e de truta, apiários, queijarias, pesqueiros e alambiques. A cerveja artesanal é outro produto que ganha espaço na cidade e é possível visitar as cervejarias e degustar a bebida.

Nos últimos anos, Cunha vem se destacando também com o plantio de lavanda, que atrai muitos turistas. Além da plantação propriamente dita é extraído o óleo da lavanda, com o qual se produz sabonetes, aromatizantes e outros itens derivados da matéria-prima.

Há ainda as belezas naturais que o lugar oferece, como as cachoeiras do Pimenta, do Desterro e do Barracão. Além da Pedra da Macela, que em seu pico, a 1.840 metros de altitude, é possível apreciar a paisagem deslumbrante que inclui Paraty, a baía da Ilha Grande e parte de Angra dos Reis e todas as montanhas e serras que ficam no entorno de Cunha.

Entre os destaques estão o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha, onde o visitante também pode se banhar em suas cachoeiras e percorrer suas trilhas guiadas por monitores. São três ao todo, cada uma com um grau de dificuldade.

Quem visitar a cidade pode escolher entre as cerca de 100 pousadas para se hospedar, que oferecem diversificadas opções e níveis de acomodação e preço. Algumas delas estão entre a melhores da América do Sul, segundo avaliações de sites de viagem.

 

Como chegar

Cunha está a 230 km da capital paulista. O visitante deve seguir pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até a Saída 65, em Guaratinguetá. A partir dali, seguir pela Rodovia Paulo Virgínio (SP-171) até Cunha.

Quem for de ônibus, também deve ir até Guaratinguetá. Na rodoviária há ônibus intermunicipal até Cunha. Os horários das partidas devem ser checados no local.

Para mais informações acesse: http://www.cunha.sp.gov.br/

 

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